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CONSCIENTIZAÇÃO

Campanha #NãoEraCarinho alerta contra exploração e abuso de meninas e adolescentes

Objetivo da campanha pernambucana é visibilizar a violência sexual doméstica contra meninas e adolescentes

royalpag | Recife (PE) |
Dos casos de estupro de vulneráveis, 84% acontecem dentro de casa - Elza Fiuza/ Arquivo Agência Brasil

No mês de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, conhecido como maio laranja, a organização pernambucana Grupo Curumim lançou nas redes sociais a campanha #NãoEraCarinho, com o objetivo de visibilizar a violência sexual doméstica contra meninas e adolescentes.

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A campanha quer informar meninas e jovens mulheres sobre os seus direitos, ajudar na identificação de situações de violência sexual e informar sobre como denunciar. O mote #NãoEraCarinho faz menção a situações que podem parecer atos afetivos comuns, mas que são, na verdade, abusos e violências disfarçados. 

Outro objetivo da campanha é desmistificar a ideia de que a violência sexual doméstica não acontece. Dos casos de estupro de vulneráveis (menores de 14 anos, pessoas com deficiência ou que não podem oferecer resistência), 84% acontecem dentro de casa, segundo o relatório publicado em 2020 pelo Instituto Sou da Paz, pelo Ministério Público de São Paulo e pelo Unicef (Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância).

::Audiência sobre violência e exploração sexual aponta para criação de um observatório ::

O relatório aponta que o fechamento das escolas e de outros espaços importantes para a construção de vínculos de confiança com adultos fora de casa fez com que crianças e adolescentes ficassem ainda mais vulneráveis à violência sexual durante a pandemia da covid-19.  

O relatório também apontou que 83% das vítimas são do sexo feminino e possuem até 13 anos. “Nas escutas que realizamos junto às meninas adolescentes e jovens durante as ações educativas e nos concursos de redação identificamos como a violência está presente em suas vidas. Os dados estão aí mostrando a triste realidade da violência sexual vivida pelas meninas dentro de suas casas, violência perpetrada por pessoas que deveriam protegê-las”, afirma Sueli Valongueiro, da coordenação do Grupo Curumim.

Leia também: Artigo | Cultura do estupro no Brasil: e o caso das "Meninas de Guarus"?

A campanha vai privilegiar o contato com meninas e jovens mulheres, mas também pretende dialogar com profissionais de saúde e de educação, gestores públicos e responsáveis pelas meninas. Ao longo dos meses de maio e junho novas ações serão realizadas, como lançamento de vídeo e inserções em espaços públicos. 

Grupo Curumim

O Grupo Curumim é uma organização não governamental feminista e antirracista que, desde 1989, desenvolve projetos de fortalecimento da cidadania das mulheres, em todas as fases de sua vida. A ONG atua principalmente nas áreas de direitos humanos, saúde integral, direitos sexuais e reprodutivos, lutando pela igualdade étnico-racial e de gênero, pela justiça social e pela democracia.

Fonte:BdF Pernambuco

Edição: Vanessa Gonzaga e Rebeca Cavalcante


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