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Edição 244

Editorial | O xadrez entre EUA (Otan) e Rússia

A Ucrânia está em território cobiçado, que abriga rede de dutos que transportam petróleo e gás natural

Curitiba (PR) |
O presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente dos EUA, Joe Biden, em seu primeiro encontro oficial, em Genebra, em 16 de junho de 2021. - Brendan Smialowski / AFP

A chance de uma guerra na fronteira entre Rússia e Ucrânia é constante nos noticiários, abordada na mídia empresarial como se fosse ação apenas do governo Putin.

Um resgate histórico do conflito mostra que, com o fim da União Soviética, um dos pedidos da Rússia foi que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não expandisse em direção ao leste, incorporando países fronteiriços, caso da Ucrânia. Este pacto vem sendo descumprido desde os anos 2000.

É fato que, sob ação da Otan, com papel central dos EUA, vários países foram invadidos para cumprir interesses dos países centrais.

A Ucrânia está em território cobiçado, que abriga rede de dutos que transportam petróleo e gás natural da Rússia à Europa Central, uma dependência que se aprofunda com o projeto Nord Stream 2, duplicando o volume de gás russo exportado à Alemanha – país pressionado pelas duas partes do conflito.

O governo Putin quer retomar o espaço perdido nos anos 90, mantendo hegemonia sob os países da chamada Eurásia. Quer evitar um cerco maior de tropas da Otan nos países fronteiriços e, ao mesmo tempo, conter revoltas que têm estourado em países como Cazaquistão.

Já o governo Biden amarga o fracasso do Afeganistão, a crise econômica e a pandemia. Hoje, interessa aos EUA desestabilizar a aliança geopolítica gestada entre Rússia e China. Trata-se de um xadrez tenso, que não deve se resolver cedo, envolvendo diretamente as duas maiores potências nucleares do planeta. 

Edição: Pedro Carrano


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