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QUEBRA DE DECORO

Conselho de Ética da Câmara do Rio de Janeiro vai pedir cassação do vereador Gabriel Monteiro

Ministério Público afirma que há "provas contundentes" de crimes cometidos pelo vereador bolsonarista

aceodds | Rio de Janeiro (RJ) |

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Gabriel Monteiro
Conselho de Ética recebeu pelo menos 14 denúncias contra o vereador bolsonarista - Reprodução/Redes sociais

O Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio de Janeiro decidiu nesta terça-feira (5), por unanimidade, abrir Representação contra o vereador Gabriel Monteiro (sem partido) por quebra de decoro a partir de denúncias surgidas há duas semanas que envolvem acusação de estupro, assédio moral e sexual a ex-funcionários, além de outros possíveis crimes.

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Os sete membros do colegiado se reuniram nesta tarde e concluíram que há indícios robustos de crimes a serem apurados. Na última segunda-feira (4), procuradores do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) estiveram com integrantes do Conselho de Ética, apresentaram as denúncias feitas até agora e ouviram alguns dos vereadores.

"Essa reunião partiu de uma solicitação do Conselho de Ética no sentido de fornecer subsídios aos trabalhos do Conselho e também, ao mesmo tempo, o Ministério Público informar sobre os casos que estão sob sua análise. São diversas investigações na área da Infância e da Juventude, na área criminal e na área da cidadania", afirmou ontem o procurador-geral de Justiça do Estado, Luciano Mattos.

:: MP se reúne com Câmara do Rio para analisar novas denúncias contra vereador Gabriel Monteiro ::

Integrante do Conselho de Ética, o vereador Chico Alencar (Psol) disse que até agora chegaram ao conhecimento da comissão cerca de 14 procedimentos/denúncias contra Gabriel Monteiro.

"O MP diz que há 'provas contundentes' de alguns crimes que teriam sido cometidos pelo parlamentar, como invasão a abrigos e exposição de crianças. A Representação pedirá a cassação do mandato de Gabriel Monteiro. O prazo para o rito processual no legislativo é de 90 dias. Vale ressaltar que será assegurado ao vereador o direito à ampla defesa", disse Alencar.

Fonte:BdF Rio de Janeiro

Edição: Eduardo Miranda


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