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Deputada do Rio pede que MP investigue Rodrigo Amorim por injúria e violência de gênero

Parlamentar questionou em plenário se deputada havia lucrado com as “memórias e confidências” de Marielle Franco

jogatina | Rio de Janeiro (RJ) |
Renata era amiga pessoal e assessora parlamentar de Marielle na Câmara do Rio - Reprodução/ Facebook

A parlamentar Renata Souza (Psol) enviou, nesta quarta-feira (18), ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) uma representação contra o deputado Rodrigo Amorim (PTB). No documento, Renata pede que Amorim seja investigado por injúria e violência política de gênero. 

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A representação foi elaborada após o deputado questionar na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), da última terça-feira (17), se Renata havia lucrado com as “memórias e confidências” da vereadora Marielle Franco (Psol), assassinada com seu motorista em março de 2018. Renata era amiga pessoal e assessora parlamentar de Marielle na Câmara do Rio.

“Quero deixar claro que a deputada que me antecedeu (Renata Souza) – essa sim, que utiliza o caixão da vereadora assassinada o tempo inteiro como plataforma, como propaganda”, disse Amorim. 

Essa não é a primeira vez que o deputado acusa Renata. Em agosto do ano passado, levantou um cartaz com a mensagem: "Quem lucrou com a morte de Marielle?" e fez ofensas à deputada e ao deputado federal Marcelo Freixo (PSB), a quem chamou de "frouxo". Amorim chegou a perguntar se Renata teria recebido "um capilé" (dinheiro) pela suposta venda da história da vereadora Marielle Franco a uma empresa de comunicação.

Na representação apresentada nesta semana, Renata retoma outras declarações de Amorim. Uma delas em que se referiu aos parlamentares Tarcísio Motta e Benny Briolly, do Psol, como “aberrações da natureza”. No texto, Renata afirma que esse tipo de manifestação é “prática sistemática” do deputado, com falas “irônicas, agressivas e desrespeitosas”, que teriam o objetivo de silenciá-la e intimidar o exercício do mandato parlamentar.

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“A tática do representado surtiu o efeito desejado pelo mesmo, ao ponto do auditório passar a desferir agressões verbais contra a signatária, passando a chamá-la, aos gritos, de 'LIXO', a cada tentativa desta em fazer uso da palavra”, destaca o documento.

Rodrigo Amorim foi eleito em 2018 pelo PSL e desde então se envolveu em diversas polêmicas. A que teve maior repercussão foi o episódio em que quebrou uma placa com o nome de Marielle, ao lado do deputado federal Daniel Silveira, quando estavam em campanha eleitoral.

Fonte:BdF Rio de Janeiro

Edição: Mariana Pitasse


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