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CENTRAL DO BRASIL

Em SP, vereador quer instalar CPI sobre o acompanhamento de crianças trans pelo HC

Coletivo Mães da resistência reage e revela a importância do hospital no apoio aos filhos

Mahjong Ways|Recife(PE) |
Hospital das Clínicas, em São Paulo, local onde as crianças realizam o acompanhamento - Crédito: Reprodução/USP

Em São Paulo, o vereador Rubinho Nunes (União Brasil) quer criar uma CPI para investigar o programa de tratamento e acompanhamento para crianças e adolescentes trans do Hospital das Clínicas da USP. 

Ele passou a espalhar mentiras nas redes sociais, dizendo, por exemplo, que crianças estão tomando hormônios ou até passando por cirurgia de redesignação sexual, popularmente conhecida como operação de mudança de sexo.

Pais de meninos e meninas trans atendidos pelo hospital reagiram aos ataques, postando vídeos para combater a desinformação espalhada pelo vereador.

:: Parlamentares e sociedade discutem o direito à saúde da população trans e travesti no DF ::

Quem comentou esse caso, ao vivo, no Central do Brasil desta segunda-feira (13), foi Kely Cavallari, do coletivoMães da resistência. Ela falou sobre como as mães envolvidas no caso reagiram à notícia de que o vereador planeja instalar uma CPI: 

"É uma situação muito complicada. Ele não tem embasamento científico nenhum. Todos nós estamos abertos para conversar e explicar como é o acompanhamento dos nossos filhos. O acompanhamento é muito importante para os nossos filhos, e ele não tem embasamento nenhum profissional", explicou Kely. 

Ela também relatou como o filho dela reagiria caso o acompanhamento, no Hospital das Clínicas, fosse interrompido. 

"Se ele não tivesse esse acompanhamento, ele sofreria mais disforias, que é quando você não se encontra no corpo que você tem. Todo esse acompanhamento da equipe multidisciplinar faz toda diferença na vida do meu filho. Hoje, ele é um menino muito feliz", explicou 

Nas redes sociais, o vereador Rubinho Nunes disse que o objetivo da CPI era investigar a atitude dos pais, dos médicos e do HC. 

"Realizar tratamento hormonal ou procedimento preparatório para mudança de sexo em crianças é um crime. Enquanto esses pais se valem do HC da USP para satisfazer a própria esquizofrenia ideológica e submeter os filhos a experimentos, pessoas com doenças graves ficam sem atendimento adequado", postou o vereador. 

A entrevista completa de Kely Cavallari, do coletivoMães da resistênciavocê pode acompanhar na edição desta segunda-feira (13) do Central do Brasil 





Cracolândia: novos pacotes, a mesma medida

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos), anunciou no final de janeiro um conjunto de ações para a região conhecida como Cracolândia. O projeto consiste em ações policiais, promessas de ampliação dos serviços de saúde e a internação - compulsória ou não - dos usuários de substâncias psicoativas.

Michel de Castro Marques, que atua como redutor de danos do Coletivo É de Lei, participou do programa Central do Brasil desta segunda-feira(13) e criticou a postura adotada pelo poder público em relação à dependência química no estado de São Paulo e em todo Brasil. 

Ele avalia que o modelo adotado recentemente em São Paulo, com o programa Reencontro,  acaba levando, inevitavelmente, para a internação, um formato que, segundo Michel, não traz resultados positivos.

::Plataforma inédita traz mapeamento de conflitos de terra e por moradia em todo país::

Marques defende que seria mais eficaz um projeto que respeite as singularidades dos usuários, garanta contatos com familiares e ofereça uma perspectiva de retorno à vida em sociedade, respeitando os direitos humanos.  

"O cuidado não pode ser compulsório. Qualquer possibilidade de cuidado compulsório tende ao fracasso. A redução de danos trabalha estratégias pontuais para as pessoas, especificamente", explicou. 

::Sem serviços locais, crianças com câncer do Norte e Nordeste são tratadas em SP::

Saara Ocidental

Frente Polisário retoma luta armada contra invasão do Marrocos. No extremo norte da África, há um povo de cerca de 600 mil pessoas que luta pelo direito ao seu território. Desde 1975, o  exército popular de libertação do Saara Ocidental resiste à invasão armada do Marrocos. A repórter Michele de Mello esteve próximo à zona de guerra e conta essa história

O programa Central do Brasilé uma produção do jornal Mahjong Ways. Ele é exibido de segunda a sexta-feira, às 12h30, pela Rede TVT e por emissoras públicas parceiras em todo país. 

Edição: Thalita Pires


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