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Cozinha solidária do MST distribui milhares de marmitas para atingidos pelas chuvas no Rio Grande do Sul

Com 3 mil refeições distribuídas até o almoço de quinta (23), a cozinha em Eldorado do Sul segue por tempo indeterminado

marathonbet | São Paulo (SP) |

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Nesta quinta-feira (23), 600 marmitas foram servidas no almoço e outras 600 são preparadas para o jantar - Victor Frainer

Com uma cozinha montada na sede da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados da Região de Porto Alegra (Cootap) em Eldorado do Sul (RS), cerca de três mil marmitas foram distribuídas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para atingidos pelas chuvas.  

A ação de solidariedade está sendo organizada desde a última terça-feira (21), um dia depois de a prefeitura decretar situação de emergência na cidade. Com as fortes chuvas que atingem o estado neste mês de novembro, a cheia do Rio Jacuí fez com que cerca de 5,7 mil pessoas tivessem que deixar suas casas em Eldorado do Sul, segundo a Defesa Civil Municipal. Outras 700 pessoas estão abrigadas em ginásios públicos. 

“Estamos aqui, nos solidarizando com a população. E vamos seguir trabalhando até quando seja necessário”, conta Juliana Soares Ribeiro, do MST. O mutirão, que conta com o apoio de trabalhadores da Cootap e da prefeitura, sob gestão de Ernani de Freitas Gonçalves (PDT), prepara outras 600 refeições para o jantar desta quinta-feira (23).  

“A população de Eldorado foi bastante atingida, as águas do Rio Jacuí pegaram mais da metade da cidade. No Assentamento de Integração Gaúcha muitas famílias também foram atingidas”, relata Juliana. Ela se refere a um dos principais polos de produção de arroz agroecológico do movimento, que ainda contabiliza o tamanho das perdas por conta da enchente. “Duas escolas dentro do assentamento ficaram embaixo d’água”, descreve Ribeiro. “A produção, as hortas”, elenca.   

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Assentada, Geni gravou um vídeo na própria cozinha solidária. A água, conta ela, “veio de cima, veio de baixo, veio do lado, pegou a maioria dos assentados, então a maioria perdeu tudo. A casa, os móveis, não deu tempo de tirar, foi meio rápido o negócio”.  

“E estamos aqui com a cozinha solidária fazendo alimentação, com solidariedade ao pessoal”, ressalta Geni, em frente a uma linha de produção de voluntários enchendo marmitas. “Estamos aí, vamos lá gente”, finaliza.  

As chuvas de alta intensidade e as enchentes no Rio Grande do Sul já deixaram cinco mortos em novembro. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de chuva nos últimos 30 dias chegou a 500 milímetros em uma série de cidades gaúchas.  

Edição: Vivian Virissimo


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